terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

VISITA DO ESCRITOR NUNO VALENTE

Nos dias 5 e 6 do corrente mês, contámos com a presença, na Biblioteca João Franco e na Biblioteca da Escola Básica de Valverde, do nosso agrupamento, do autor Nuno Matos Valente, que realizou várias sessões para o 1.º e 2.º Ciclos. Agradecida a vinda de Nuno Valente, pela professora Ana Maria Raposo, presidente da CAP, deu-se início às sessões.



No 1.º Ciclo, começou por explicar que, desde criança, era muito distraído com tudo o que se passava à sua volta, inclusive um carreiro de formigas, onde se destacava uma mais forte. Este carreiro de formigas tê-lo-á motivado a desenhar um ginásio de formigas. Ao ser apanhado pela professora, foi-lhe dito que ele sofria de pensamentos inúteis e foi-lhe ainda sugerido que, cada vez que tivesse um pensamento inútil, rasgasse um papelinho, o escrevesse lá e enrolasse bem, colocasse no bolso para, em casa, depositar numa caixa. Então, encheu caixas de pensamentos inúteis que, posteriormente, colou em cadernos, chegando à conclusão que davam boas histórias.
Depois de as crianças identificarem monstros mundialmente conhecidos, o nosso escritor explicou como é que chegou à ideia de escrever o livro Bestiário Tradicional Português, porque lhe permitiu fazer uma pesquisa das lendas que, no nosso país, nos falam dos monstros utilizados para atemorizar as crianças para que elas não se portassem mal, comessem, não ficassem até muito tarde na rua, não se aproximassem dos poços e lagos perigosos, entre muitos outros perigos que poderiam estar à espreita. Contou a história do “Homem do Saco”, entre outras, que as nossas crianças adoraram!





 
As turmas da Escola E.B1. de Valverde envolveram-se verdadeiramente, elaborando um livro com as personagens que representam os seus medos e fizeram uma pequena dramatização dos medos abordados no Bestiário Tradicional Português, de Nuno Valente.



 No 2.º Ciclo, as sessões centraram-se mais na trilogia de livros: A Ordem do Poço do Inferno, O Tesouro do Califa e A Floresta de Metal. Começou por se questionar “Escrever porquê?”, ao que respondeu que escrever é uma forma de fazer algo, de tornar ideias inúteis em úteis.
À pergunta que se seguiu, “Escrever. Como?”, respondeu que, primeiro, pensa…pensa… Depois, começa a escrever. Escreve o primeiro capítulo. Sai da história, finge que é o leitor, com a idade a que se destina o livro e lê. Vê os defeitos, o que há a melhorar e escreve durante mais cerca de três meses. Escreve até a história estar completa. A editora lê o manuscrito, diz onde poderia melhorar e, com as anotações da editora, reescreve o livro. Enquanto isso, alguém já está a preparar as ilustrações. Segue para o revisor, que deteta as gralhas, erros e erros de história. Posto isto, passa para o paginador, que escolhe o formato, a cor, o tipo de letra, de papel e se encarrega da montagem do livro e da inserção das ilustrações.

Esta trilogia é muito interessante e não é estanque. Como o autor apostou no Geocaching, nos livros vão aparecendo códigos que são expansões das histórias e que prometem uma leitura dinâmica. Com a aplicação no telemóvel ou no tablet, o jovem pode abrir essas expansões e surpreender-se!





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